Breve histórico da Infância Missionária
A Pontifícia Obra da Infância Missionária foi fundada por
Dom Carlos Forbin Janson, Bispo de Nancy, França, no ano de 1843. Essa
atividade missionária com as crianças foi motivada pelas cartas e notícias que
missionários, principalmente da China, escreviam contando a realidade triste e
dura das crianças naquelas regiões: doenças, mortalidade, analfabetismo,
abandono... A finalidade desta Obra, suscitar o espírito missionário universal
das crianças e adolescentes, desenvolvendo seu protagonismo na solidariedade e
na evangelização e, por meio delas, em todo o povo de Deus: "Ajudar as
crianças por meio das crianças", ou "criança evangeliza e ajuda
criança", foi o grande lema do Bispo fundador. Esta obra colocou um serviço em favor da animação, formação
e comunhão missionárias das crianças e de seus animadores, para que cooperem na
evangelização universal, especialmente das crianças de todo o mundo, e na
solidariedade, partilhando os bens materiais.
Os dez
compromissos da Infância Missionária
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1.
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Tornar
Jesus conhecido e amado.
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2.
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Colocar-se
à disposição de todos com alegria.
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3.
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Repartir
seus bens com os que não têm, mesmo à custa de sacrifício.
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4.
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Rezar
todos os dias pelas crianças e adolescentes do mundo inteiro.
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5.
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Louvar
e agradecer a Deus pelos dons recebidos.
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6.
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Manter-se
bem informado sobre os acontecimentos que envolvem as pessoas de todos os
Continentes.
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7.
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Reconhecer
o que é bom da vida e da cultura dos outros povos, respeitando-os e
valorizando-os.
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8.
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Ser
bem comportados e responsáveis em casa, na escola, na comunidade,
evangelizando com o exemplo da própria vida.
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9.
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Nunca
desanimar diante das dificuldades.
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10.
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Tornar
Nossa Senhora, a mãe de todos os povos, conhecida e amada.
Padroeiros da IAM: São Francisco Xavier e Santa Teresinha do Menino Jesus
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O Papa Pio XI proclamou Francisco Xavier, juntamente com Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeiro universal das missões. Ambos se diferenciam em não poucos aspectos. São de séculos diferentes: Xavier do século 16, Teresinha do século 20. Xavier morreu com 46 anos de idade e Teresinha com apenas 24. Xavier palmilhou distâncias, que perfariam várias voltas ao redor do Globo terrestre, Teresinha não saiu detrás das grades do Carmelo do Lisieux.
Xavier pregava a palavra de Deus,
Teresinha a meditava com eficácia dentro do Corpo Místico de Cristo. Mas ambos
tiveram um instinto irresistível para a oração. Pois ela é uma atração
contactante de Deus, que nos impele para a ação redentora. Muitos pregam Deus,
poucos transmitem Deus. Ação sem oração é machadada no ar. Oração, que não
transborda para a ação redentora, monólogo estéril, egoísta. Se Francisco
Xavier, o gigante do oriente, e Teresinha, a "criança" de Lisieux,
são igualmente padroeiros universais das missões, é um argumento de que as
diferenças não são importantes. A união com Cristo é básica, pois santifica
literalmente. Todos podem ser missionários, tanto os paralíticos quanto os
missionários, que voam com aviões supersônicos. Rezando, trabalhando,
meditando, falando, chorando, rindo, dormindo, morrendo, há uma só necessidade:
viver Cristo e representá-lo ao vivo e só. Até palavras são dispensadas.
Por isso Xavier cativava com a
sua simples presença, e Teresinha atraía escondida do mundo.
(Fonte: Infância Missionária -
Diretrizes e Orientações – POM).
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